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Especialista alerta adolescentes para excesso de confiança na internet

Apesar de ser acessada de dentro das casas, internet oferece perigos reais para crianças e adolescentes que se expõem na rede. Cuidados simples evitam principais problemas
por suzanavier publicado 12/05/2010 18h38, última modificação 18/05/2010 18h02
Apesar de ser acessada de dentro das casas, internet oferece perigos reais para crianças e adolescentes que se expõem na rede. Cuidados simples evitam principais problemas

Para diretor da Safernet, adolescentes imaginam que a vida 'online' é desconectada da vida real (Foto: JayLopes'z/Sxc.hu)

São Paulo - Uma pesquisa da ONG Safernet, que combate crimes e violações aos Direitos Humanos na internet, realizada com educadores e estudantes, apurou que 69% dos adolescentes têm pelo menos um amigo virtual, 32% têm mais de 30 amigos dessa forma e mais de 20% disseram que já saíram de casa para encontrar um amigo virtual.

 

De acordo com Rodrigo Nejm, psicólogo e diretor de prevenção da Safernet, os dados da pesquisa revelam que pais e responsáveis ainda não compreenderam que a internet é um "espaço público" e oferece perigos reais, embora possa ser acessado de dentro das casas. Além disso, os adolescentes demonstram excesso de confiança na rede.

Apesar dos alertas, ele avalia que a internet não é perigosa, mas dependente do que se faz dela. "Se o filho está na frente do computador, por mais que ele esteja protegido dentro do próprio quarto, ele está tendo contato com todo tipo de conteúdo que o mundo oferece e também com pessoas", adverte.

Para Nejm, é importante que os pais naveguem com os filhos pela internet para conhecer que vida social os jovens têm online. Ele compara a necessidade de acompanhamento na internet, à necessidade de proteção de crianças e jovens nas ruas. "Do mesmo jeito que um pai não deixa seu filho sair na rua desacompanhado num sábado à noite, dependendo da idade, ele não pode deixar seu filho desassistido diante do computador, na internet", dispara.

Mas, o objetivo do acompanhamento deve ser o diálogo sobre os conteúdos da internet e não a proibição. "É importante que o pai acompanhe seus filhos, negociando os limites, porque se proibir em casa, o filho pode ir à lan house", constata.

"É urgente desde o primeiro clique que a criança saiba usar a internet com cautela, com cuidado", alerta o especialista.

Por parte dos adolescentes também há equívocos na forma de compreender a internet, acrescenta o diretor da Safernet. Muitos adolescentes imaginam que a vida online é desvinculada da vida real. "A garotada acha que a internet é um mundo à parte, em que eu posso colocar minhas informações lá, como se não tivesse perigo para a vida real", reflete. "Se a criança passar do limite e expuser a intimidade demais ou confiar demais num estranho isso pode provocar perigo para ela", aponta Nejm.

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