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Lula recebe pauta de reivindicações do Grito da Terra

por Yara Aquino publicado 24/03/2010 15h14, última modificação 24/03/2010 15h17

Presidente Lula e o presidente da Contag, Alberto Ercílio Broch, durante encontro com a direção da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

Brasília - Dirigentes da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) entregaram nesta quarta-feira (24) ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva a pauta de reivindicações do Grito da Terra 2010. 

No documento as reivindicações estão divididas por temas direcionados a diversos ministérios, além da Presidência da República e da Casa Civil. Os trabalhadores querem a atualização dos índices de produtividade da terra e pedem que o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) seja transformado em lei.

Eles reivindicam também a necessidade de recomposição dos valores propostos no Orçamento da União para ações de reforma agrária, em especial para a obtenção de terra e infraestrutura.

O presidente da Contag, Alberto Broch, afirmou que o movimento quer ainda que sejam destinados R$ 20 bilhões para o Plano Safra da Agricultura Familiar deste ano. No último plano a previsão orçamentária foi de R$ 15 bilhões.

Broch relatou que ao receber a pauta de reivindicações o presidente Lula determinou que os ministros do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, e o ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Luiz Dulci, deem atenção às reivindicações.
Segundo Broch, a expectativa é que as negociações tenham início em breve e avacem até maio, quando o Grito da Terra chega a Brasília.

“Vamos começar, a partir do início de abril, uma forte e intensa negociação por mais de 40 dias para chegarmos a uma negociação final em maio, quando milhares de trabalhadores rurais marcharão para Brasília e queremos sair com essa pauta negociada.”

Educação, saúde e direitos das mulheres e dos jovens também fazem parte da pauta do Grito da Terra de 2010. Na área de educação, a Contag pede a inclusão de um capítulo sobre educação no campo no Plano Nacional de Educação.

Os movimentos sociais reivindicam ainda a inclusão de jovens solteiros no cadastro do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) para ter acesso à terra e medidas para facilitar o acesso das mulheres ao crédito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

Entre as reivindicações também está a criação de políticas públicas para os trabalhadores assalariados rurais com a efetivação de um programa nacional de emprego e geraçãode renda.

Fonte: Agência Brasil