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Anistia não esgota problemas enfrentados por imigrantes

por Redação da RBA publicado 10/03/2010 12h23, última modificação 10/03/2010 12h24

São Paulo - A regularização de 40 mil imigrantes em condição irregular, possibilitada pela última anistia concedida pelo governo federal, em 2009, não foi suficiente para resolver os problemas dos estrangeiros que tentam a vida no Brasil. Outras iniciativas iguais nas décadas de 1980 e 1990 já haviam resultado na concessão de documentos e de novas condições de vida aos imigrantes, além de acordos bilaterais com alguns países, como Chile e Bolívia, que visam facilitar o acesso desse grupo de pessoas à cidadania plena.

Com tudo isso, por que são tantos os imigrantes indocumentados no Brasil? É a pergunta de uma reportagem do Repórter Brasil em parceria com a revista Problemas Brasileiros. O texto de André Campos oferece algumas explicações, como a falta de divulgação de tais processos e a burocracia, mas destaca que há razões muito mais profundas.

Entre outras coisas, é preciso levar em conta que tais regulamentos não oferecem uma legalização para sempre, mas vistos com os dias contados, e a obtenção de documento permanente depende de comprovação da profissão ou emprego lícito, condições que a grande massa de imigrantes, trabalhadora do mercado informal, não tem como oferecer.

"Clandestino e informal são duas categorias que andam juntas", explica o padre Mário Geremia, do Centro Pastoral do Migrante (CPM) em São Paulo (SP). A informalidade empurra estrangeiros de volta à situação de indocumentados, que, por sua vez, veta o acesso ao mercado formal.

Leia aqui a reportagem completa.