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Marina Lima lança Clímax neste sábado em São Paulo

por Guilherme Bryan, especial para a Rede Brasil Atual publicado 13/08/2011 14h15

São Paulo - Que a cantora e compositora Marina Lima é um dos nomes mais criativos e aclamados da música brasileira, definitivamente, não é novidade e se comprova mais uma vez com o CD "Clímax". Se, desde 2006, ela não lançava um trabalho novo, agora ela aponta em novas direções e abre novos horizontes na carreira num álbum que será lançado neste sábado (13) a partir das 22h, no Citibank Hall, em São Paulo.

Se a voz de Marina Lima não é mais a mesma, ela dribla a possível dificuldade logo na primeira faixa, “Não Me Venha Mais Com o Amor”, parceria com Adriana Calcanhotto: “Não, nem vem que dessa você não se safa / Só eu sei lhe dar o melhor / Noites de subir pelas paredes, altas / Noites de incendiar o lençol”. Essa é apenas uma explosão para um álbum que atingirá vários clímax até culminar na deliciosa “Pra Sempre”, composta com Samuel Rosa, do Skank, e que é a melhor e mais ensolarada faixa do álbum: "Como vale arriscar na vida / Como é bom amadurecer / E lhe encontrar assim por merecer".

Também destaca-se “Desencantados”, que conta com a participação do guitarrista Edgard Scandurra e da cantora Karina Buhr, e foi composta pelos dois em parceria com Marina e Alex Fonseca. A cantora Vanessa da Mata participa da forte “A Parte Que Me Cabe”. Vale a pena prestar atenção na citação de “Canto de Ossanha”, de Vinicius de Moraes e Baden Powell, em “Lex”. E há a graciosa e jazzística regravação de “Call Me”, de Tony Hatch, gravada por Chris Montez em 1965.

Valendo-se de forte presença de instrumentos eletrônicos, o que, aliás, é uma marca da cantora praticamente desde “Fullgás”, há algumas experimentações bem interessantes, como a inserção de ruídos de emissoras de rádio paulistanas no início de “# SP Feelings". O mesmo ocorre com a delicada "As Ordens do Amor", recheada de efeitos e que termina com um poema sendo recitado.

Se a nova cidade escolhida por Marina Lima para viver é São Paulo, “Clímax” soa o mais paulistano de seus álbuns, com tom nublado e mais obscuro, e estabelece, de certo modo, relações com o ótimo “O Chamado”, lançado em 1993. Os versos da compositora também soam como facas afiadas, caso de “Doce de Nós”: “É um jogo violento / É meio mal versus bem / Vamos ficar atentos / E nos darmos bem / O amor às vezes pira / E gosta de provocar / Causa as maiores brigas / Só pra testar o ar”. Portanto, a cantora e compositora carioca chega ao 19º álbum de estúdio afiadíssima, mais autoral do que nunca, e sob caprichada produção de Edu Martins e Alex Fonseca.

Serviço
Sábado, 13 de agosto, às 22h. Ingressos de 30 a 120 reais.
Citibank Hall – Avenida dos Jamaris, 213. Moema. T: 4003.6464
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