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Castelanazo?

Não vai ter Maracanazo: Brasil e Uruguai podem se cruzar apenas nas quartas

Jogo decisivo da Copa de 1950, em que seleção brasileira perdeu para a Celeste, não será repetido em 2014
por Futepoca publicado 24/06/2014 16h47, última modificação 24/06/2014 16h49 CC-BY-SA 3.0
Jogo decisivo da Copa de 1950, em que seleção brasileira perdeu para a Celeste, não será repetido em 2014
AIK Fotboll/Wikimedia Commons - Domínio Público
Uruguai na Copa de 1950

Em pé, da esquerda para a direita: Varela; o técnico López; Tejera; dois membros da delegação desconhecidos; Gambetta; Matías González; Máspoli; Rodríguez Andrade e outro membro da delegação. Agachados: Ghiggia; Julio Pérez; Míguez; Schiaffino; e Morán.

A vitória do Uruguai, na bacia dos 39 da etapa final, sobre a Itália nesta terça-feira (24), eliminou mais do que a Itália. Está descartada a possibilidade de uma final entre Brasil e Uruguai.

Aviso: Tudo o que está por aqui é uma mera hipótese. Falta arroz com feijão, futebol e consistência tática para o Brasil conseguir se gabaritar para a final. Mais importante: precisará jogar e se classificar. Nada está garantido e a gente sabe disso.

A classificação do Brasil em primeiro do Grupo A e a do Uruguai em segundo do Grupo D define as chaves das oitavas e os possíveis confrontos das quartas de final.

O adversário do vencedor da partida entre Brasil e Chile será o ganhador da disputa entre o Uruguai e o primeiro colocado do Grupo C -- provavelmente a Colômbia, o que asseguraria um semifinalista sul-americano na Copa.

Em 1950, a derrota da seleção de Barbosa, Friaza, Zizinho e companhia para a Celeste por 2 a 1, de virada, no Maracanã, marcou fundo a alma futebolística nacional. Tanto que a camisa branca, usada até então em mundiais, terminou aposentada para nunca mais voltar.

Aliás, o que muita gente não sabe é que a mencionada peleja foi, sim, a derradeira partida da Copa de 1950, mas não foi a final. É que o regulamento daquela edição previa um quadrangular final, disputado também por Espanha e Suécia. Quiseram as forças metafísicas do ludopédio que o último jogo fosse decisivo, entre os times que ainda tinham chances de título. Detalhe: um empate daria o caneco aos anfitriões.

Caso o time de Luís Felipe Scolari evite um "Mineirazo" nas oitavas, pode vivê-lo nas semifinais. A disputa com o Chile nas oitavas será em Belo Horizonte; vencendo, jogará as quartas em Fortaleza. Se pegar o Uruguai, o risco será o de um "Castelanazo". Conseguindo evitar também esta tragédia, a semi seria de novo na capital mineira.

A eventual final, contornadas todas as hipóteses de tragédia, seria no Maracanã. Aí, a reedição de "Maracanazo" só poderia acontecer diante de outro algoz.

A torcida será para evitar a tragédia, o que não exclui boas doses de drama.