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Grupos E e F

Fonte Nova se consagra se 'curar' pontaria de Bósnia x Irã

Equador e Honduras podem ser primeiros do continente americano a ficar de fora, deixando vagas do Grupo E para dois europeus. Decisão de vaga entre Irã e Nigéria, no F, pode ser por sorteio
por Futepoca publicado 25/06/2014 08h01, última modificação 25/06/2014 08h16 CC-BY-SA 3.0
Equador e Honduras podem ser primeiros do continente americano a ficar de fora, deixando vagas do Grupo E para dois europeus. Decisão de vaga entre Irã e Nigéria, no F, pode ser por sorteio
Marcelo Camargo/Agência Brasil CC-BY 3.0
Torcedor equatoriano

Sul-americano mais mal posicionado na fase de grupos, Equador corre risco de ser o único da região a cair antes do mata-mata

Se estádio tivesse garantia de gol, esta quarta-feira (25) teria duas goleadas asseguradas. Ocorre que a Arena Fonte Nova, em Salvador, e o Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre, são os dois locais onde a rede foi balançada por mais vezes nesta Copa 2014 (17 e 14, respectivamente, mais de um quarto de todos os 116 marcados até agora).

Na prática, se o gramado soteropolitano conseguir fazer funcionar os ataques de Irã e Bósnia Herzegovina, estará consagrado o milagre da recuperação da pontaria e da multiplicação de gols, já que os persas não balançaram as redes e os jogadores dos balcãs só fizeram um gol.

Após a confirmação da desclassificação de pelo menos três seleções europeias que desembarcaram em território brasileiro como favoritas, esta quarta-feira pode ter ares de redenção, com até duas seleções do "Velho Mundo" qualificadas para as oitavas. Basta uma vitória da Suíça e que a França não perca para que avancem as equipes das terras do Bordeaux e do Ovomaltine.

Equador e Honduras têm situações difíceis e podem se tornar as primeiras seleções do continente americano a serem desclassificadas da Copa. Até agora, nos Grupos A, B, C e D, todas as representações do "Novo Mundo" se garantiram. Mas pelo menos uma delas (senão as duas) terminará a rodada eliminada.

No Grupo F, a Nigéria precisa pelo menos empatar com a Argentina para fugir do bloco das equipes africanas que já voltaram para casa, puxado por Camarões e Costa do Marfim. Isso pode significar contar com um apagão de Lionel Messi, que resolveu sozinho as partidas anteriores. Bósnia Herzegovina, desclassificada, e Irã fazem a outra partida do grupo.

Aos jogos.

Argentina x Nigéria, às 13h, no Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre (RS), pelo Grupo F

A Argentina está classificada, com seis pontos ganhos em dois jogos. Um empate lhe assegura a primeira posição que, em tese, evitaria confronto direto com a França. Uma derrota poderia ser trágica para o cruzamento das oitavas. Os Superáguias precisam evitar a derrota. Uma igualdade representaria alcançar cinco pontos e assegurar a segunda vaga. Se perder para a albiceleste, precisará torcer para que o Irã não vença a Bósnia - e se vencer, que não tire a diferença no um gol no saldo.

Bósnia Herzegovina x Irã, às 13h, na Arena Fonte Nova, em Salvador, pelo Grupo F

O Irã precisa vencer para ter chances de seguir vivo. A seleção que quase surpreendeu a Argentina (não fosse pela falta de pontaria de seus atacantes e pela existência de Messi em um único lance) terá de torcer para uma derrota nigeriana e fazer as contas para assegurar um saldo melhor. Os africanos têm saldo positivo de um gol; os asiáticos, negativo de um. Se a Nigéria perder por um gol de diferença, o Irã terá de vencer por dois. Se a Nigéria for derrotada por dois ou mais, basta uma vitória simples. Existe ainda a possibilidade do inusitado: os dois times ficarem empatados em pontos, saldo e número de gols. Como o confronto direto, último critério de desempate, ficou em 0 a 0, a decisão seria por sorteio. De todo jeito, um empate da Nigéria amarga de vez o chá dos conterrâneos do aiatolá.

Honduras x Suíça, às 16h (local, 17h de Brasília), na Arena Amazonas, em Manaus (AM), pelo Grupo E

As chances de classificação dos centro-americanos são remotas e começam com uma vitória por dois ou mais gols de diferença sobre a seleção que carrega a cruz vermelha. O chocolate aplicado pela França sobre a Suíça deixou os europeus com saldo negativo de dois gols. Honduras tem quatro negativos. Como o confronto é direto, a vitória com margem de dois permitir-lhes-ia ultrapassar os europeus. Faltaria, então, uma derrota do Equador por três ou mais gols de diferença para a França. Para a seleção da terra do Absinto e do fondue, a classificação vem com uma vitória, desde que o Equador não vença. Se os dois times vencerem, os suíços precisarão tirar a diferença de dois gols no saldo. Em caso de empate, será preciso torcer também por vitória da França, reforçando o orgulho europeu.

França x Equador, às 17h, no Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ) pelo Grupo E

Dona de um dos melhores ataques da competição, a França carece de um mero empate para se classificar em primeiro e evitar confronto com a Argentina. Quando entrar em campo, o time de Benzema já conhecerá os qualificados do Grupo F, mas é pouco provável que topassem perder para o Equador com dolo. Os sul-americanos, por seu lado, precisam vencer e contar que a Suíça não reverta seu saldo de gols negativo com uma goleada sobre Honduras (ou, quem sabe, torcer por uma zebra centro-americana). Pior seleção da América do Sul na Copa, o Equador corre risco sério de se tornar a primeira e única seleção da região a ser desclassificada precocemente.