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Que fase!

Grandes de São Paulo ficam fora da Copa pela 1ª vez desde 1934

Clubes paulistas ficam sem jogadores na seleção que tenta o hexa em casa na mesma temporada em que não têm representantes na Libertadores
por Futepoca publicado 08/05/2014 12h36, última modificação 15/05/2014 10h23 CC-BY-SA 3.0
Clubes paulistas ficam sem jogadores na seleção que tenta o hexa em casa na mesma temporada em que não têm representantes na Libertadores
Mauro Horita/Agif/Folhapress
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Em baixa: após temporada ruim em 2013, paulistas amargam uma convocação que os exclui

Pela primeira vez desde 1934, os clubes grandes de São Paulo ficarão sem nenhum representante entre os jogadores da seleção brasileira que disputa uma Copa do Mundo. Coincidência ou não, o fato se dá no mesmo ano em que os times bandeirantes ficaram de fora da Libertadores da América depois de 15 anos.

Na Copa de 1930, São Paulo ficou sem jogadores na Copa por conta de uma briga da Confederação Brasileira de Desportos (CBD), a antecessora da CBF, com a Associação Paulista de Esportes Atléticos (Apea), que pedia participação na comissão técnica da seleção. O resultado foi uma seleção com apenas um jogador de clube paulista, Araken Patusca, então sem contrato no Santos e que assinou um contrato fantasma com o Flamengo, clube pelo qual nunca atuou, para participar da seleção.

Em 1934, o futebol começava a se profissionalizar em São Paulo e outro embate entre CBD e paulistas fez com que somente jogadores do extinto São Paulo da Floresta fossem convocados. A partir de 1938, na Copa da França, quando foram convocados atletas de Corinthians e Palestra Itália (além de Argemiro, da Portuguesa Santista), jogadores dos quatro grandes do estado sempre estiveram na seleção em Mundiais.

Domínio do Botafogo e Galo passa o Cruzeiro

A rixa entre paulistas e cariocas pelo comando do futebol brasileiro nos anos 1930 acabou beneficiando o Botafogo, que teve nas duas primeiras edições do Mundial 12 convocações entre os 39 que disputaram a Copa do Uruguai e da Itália. Isso ajudou para que a equipe seja hoje a que mais cedeu jogadores à seleção em Mundiais, chegando a 47 com a convocação do goleiro Jefferson.

Dos jogadores chamados por Felipão que atuam no Brasil, além do arqueiro do clube da Estrela Solitária, estão Fred, do Fluminense, Victor e Jô, do Atlético-MG. A inclusão dos dois atletas fez com que o clube ultrapassasse o rival Cruzeiro em número de jogadores em Copas do Mundo. O Galo agora conta com 12 atletas e a Raposa tem 11. O Fluminense continua como o quarto clube no Rio nesse quesito, com 31 convocações. O Vasco tem 32 e o Flamengo, 33.

Entre os clubes estrangeiros, a convocação do lateral Maicon garantiu que a Roma continuasse como a equipe que mais cedeu jogadores à seleção brasileira, nove. Na sequência, seguem Barcelona, Real Madrid e Internazionale de Milão, com oito cada um. Agora, contudo, quem mais cedeu atletas ao time de Felipão foi o inglês Chelsea, com quatro convocados.

Mas nem tudo está perdido para São Paulo. Considerando-se o estado de origem dos comandados de Scolari, os paulistas levam vantagem. São nove jogadores nascidos no estado, o que fez com que São Paulo ultrapassasse o Rio de Janeiro no ranking de quem mais cedeu boleiros à seleção em Mundiais: 139 contra 135.