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A República do Paraná prepara-se para destruir outro setor econômico

O tamanho da Operação Carne Fraca dá um tiro no peito do setor. Mais uma vez é conduzida pela Justiça Federal do Paraná, com um estardalhaço injustificável
por Luis Nassif, do Jornal GGN publicado 17/03/2017 19h22, última modificação 17/03/2017 19h24
O tamanho da Operação Carne Fraca dá um tiro no peito do setor. Mais uma vez é conduzida pela Justiça Federal do Paraná, com um estardalhaço injustificável
reprodução/ebc
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Corrupção em fiscalização sanitária é arma engatilhada, pronta a ser sacada contra o setor

Jornal GGN – Algumas considerações sobre a operação contra a Friboi, BRF e outras:

A ofensiva multinacional brasileira, no período Lula, deu-se em cinco  setores principais: empreiteiras, frigoríficos, siderúrgicas, bancos e petróleo, graças ao pré-sal.

  • A Friboi não era, de fato, flor que se cheire. Mas entram outras, como a BRF, empresas que caminhavam para exercer hegemonia no poderosíssimo mercado de carnes e alimentos.

  • Corrupção em fiscalização sanitária é segredo de polichinelo, como me lembra um colega jornalista. Era uma arma engatilhada, pronta a ser sacada a qualquer momento contra o setor.

  • Até agora, a Friboi havia conseguido ampla blindagem na mídia graças à parceria com veículos de comunicação e verbas polpudas de publicidade.

  • O tamanho e o estardalhaço da operação Carne Fraca dá um tiro no peito do setor. Mais uma vez é conduzida pela Justiça Federal do Paraná e pelo delegado Moscardo Grillo. E com um estardalhaço injustificável. Prisão ou condução coercitiva de 46 pessoas, centenas de policiais envolvidos, o nome das empresas exposto globalmente. E tudo isso para verificar, segundo o Globo, “excesso de água, inobservância da temperatura adequada das câmaras frigoríficas, assinaturas de certificados para exportação fora da sede da empresa e do Ministério da Agricultura, sem checagem in loco, venda de carne imprópria para o consumo humano”.

A Lava Jato vai conseguir destruir mais um setor da economia. O BTG Pactual caminha para o mesmo destino, agora alvo de ofensiva da Suíça. Na Petrobras, Pedro Parente prossegue no desmonte de vender ativos na bacia das almas, a pretexto de reduzir o endividamento, ao mesmo tempo em que liquida antecipadamente financiamentos já contratados.

É um desmonte amplo do país.