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Limite de gastos anunciado por Temer vai destruir a educação e a saúde do Brasil

Se proposta valesse desde 2006, país teria deixado de investir R$ 500 bilhões nesses dois setores
por Vagner Freitas, presidente nacional da CUT publicado 23/06/2016 11h56, última modificação 23/06/2016 12h10
Se proposta valesse desde 2006, país teria deixado de investir R$ 500 bilhões nesses dois setores
arquivo/EBC
cortes

Na Saúde, limite imposto por Temer inviabilizaria programas como o Mais Médicos, Farmácia Popular e UPAs 24 horas

Com o imponente nome de "Novo Regime Fiscal", o governo interino apresentou mais uma série de propostas que atacam, mais uma vez, os direitos da classe trabalhadora e de toda a sociedade.

O tal regime fiscal é, na verdade, um teto de gastos que vai reduzir drasticamente os investimentos em políticas públicas de Saúde e Educação fundamentais para a grande maioria dos brasileiros.

O interino Temer quer mudar as regras do jogo pelos próximos 20 anos. Se a proposta for aprovada, o crescimento dos gastos públicos terá como teto a variação do índice de inflação oficial, o IPCA-IBGE, até 2037.

Por exemplo, se o governo gastar R$ 100 mil este ano com Educação, no ano que vem ele só poderá gastar os mesmos cem mil reais mais a inflação.

Não sei se isso é genialidade ou perversidade.

O que os futuros Presidentes da República dirão à população quando a arrecadação crescer, o dinheiro em caixa aumentar, como por exemplo, quando o Brasil começar a receber os royalties do petróleo, e mesmo assim eles não investirem em áreas essenciais para o País como educação e saúde porque o índice da inflação foi menor.

O professor João Sicsú, da UFRJ, fez uma simulação de como teriam sido os investimentos em educação e saúde, caso a regra Temer de limite de gastos tivesse sido criada em 2006.

O resultado é assustador!

Vejam:

Em 2015, a Saúde teria recebido R$ 36,9 bilhões a menos, o que inviabilizaria programas como o Mais Médicos, Farmácia Popular e UPAs 24 horas.

Em dez anos, a Saúde teria perdido um total de R$ 178 bilhões.

Na Educação o resultado seria ainda pior, os gastos em 2015 seriam reduzidos em R$ 109 bilhões. Essa redução de gastos impossibilitaria programas como o ProUni, Fies, Pronatec, a criação de Universidades Federais, o piso nacional dos professores. Sem contar que diversas outras iniciativas que beneficiam jovens estudantes jamais teriam saído do papel.

Em dez anos, a Educação perderia R$ 321 bilhões.

Em dez anos, o total de recursos que essas duas áreas perderiam soma R$ 500 bilhões.

Fica claro que o governo interino golpista não se preocupa com Educação e Saúde, e por isso quer limitar os investimentos nessas áreas com essa regra absurda que poderá afetar toda uma geração de brasileiros/as.