Você está aqui: Página Inicial / Blogs / Na Rede / 2016 / 03 / A inacreditável ficha corrida do impeachment

Blogs

beneficiários

A inacreditável ficha corrida do impeachment

Impeachment da Dilma é golpe ou apenas um recurso democrático? Qualquer que seja sua opinião, vale a pena pensar em quem sai lucrando com a saída da presidenta
por Victor Amatucci, do blog Imprença publicado 29/03/2016 11h08, última modificação 29/03/2016 11h42
Impeachment da Dilma é golpe ou apenas um recurso democrático? Qualquer que seja sua opinião, vale a pena pensar em quem sai lucrando com a saída da presidenta
Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
golpistas

Deputados que querem tirar Dilma estão envolvidos em inúmeros casos de corrupção

Imprença – A comissão recém criada no congresso nacional, para avaliar se o impeachment deve ou não ser votado no plenário, é composta por 65 membros do parlamento. Após o parecer da comissão o impeachment é esquecido ou levado ao plenário, dependendo da decisão que os 65 tomarem.  Vejamos então, os puros do impeachment.

São favoráveis ao impeachment:

  • Osmar Terra (PMDB-RS)

Político conservador, recentemente debateu a política de drogas com Jean Wyllys (PSOL-RJ), onde afirmou que a política de combate às drogas deve ser dura para ser eficiente (não acredite em mim – O Globo). O impeachment pode servir de base “social” para a paralisação da Lava a Jato, no qual Osmar tem um certo envolvimento:

{{não acredite em mim - Zero Hora}}

 

(não acredite em mim – Zero Hora)

Lucio Vieira Lima (PMDB-BA)

É irmão de Geddel Vieira Lima (presidente do  PMDB da Bahia, que foi pego nas investigações da Lava Jato). Lucio já havia sido citado como 'gordinho' em escândalo de corrupção em 2009 (não acredite em mim – Correio/BA). Também teve mensagens interceptadas na Lava Jato.

{{não acredite em mim - G1}}(não acredite em mim – G1)

Mauro Mariani (PMDB-SC)

Pediu recentemente o desembarque do PMDB-SC do governo por não aceitar a indicação de Márcio Zimmermann para a presidência da Eletrosul. Ele era a favor de Djalma Berger, quando não foi atendido pediu a retirada imediata do PMDB de Santa Catarina do governo. É réu em ação de improbidade administrativa (não acredite em mim).

Votou em favor do financiamento privado de campanha (não acredite em mim – UOL), junto de Eduardo Cunha. Recebeu 250 mil reais em doações privadas da ARCELORMITTAL BRASIL S/A,que doou também quase 148 mil reais a José Serra. Recebeu da JBS (Friboi) 300 mil reais. A mesma Friboi doou ao mesmo José Serra o valor de 296 mil reais. O detalhe é que a campanha para senador custa muito mais que a de deputado federal. Já foi noticiado que num eventual governo Temer, Serra seria ministro.

arcelor

  • Leonardo Quintão (PMDB-MG)

Político conservador de Minas Gerais, já demonstrou sua fidelidade a Michel Temer, ao desistir de se candidatar à liderança de seu partido na Câmara, a pedido do vice-presidente. Tem entre suas doações, nada menos que 700 mil reais da Vale, aquela da trágedia de Mariana. Recebeu também mais de 180 mil reais de doação da mesma ArcelorMittal. Um aliado de Temer e Serra, lucraria bastante com a queda de Dilma.

quintao

  • Washington Reis (PMDB-RJ)

Político do PMDB do RJ, mesmo partido e estado de Eduardo Cunha, lucraria com o eventual fim da Lava Jato, já que…

{{não acredite em mim - O Globo}}(não acredite em mim – O Globo)

Deputados do PSDB

Aqui não vale uma ressalva um-a-um pelos motivos óbvios. O que o PSDB ganharia com a queda da Dilma? A entrada num eventual governo Temer.

Mas podemos citar que Carlos Sampaio mentiu nas contas de campanha ao TSE (não acredite em mim – Rede Brasil Atual). Bruno Covas teve seu nome envolvido na Lava Jato, quando um de seus apoiadores não conseguiu explicar a origem de 100 mil reais (não acredite em mim – G1), além de ter dado uma declaração bastante esclarecedora sobre a corrupção (não acredite em mim).

A deputada Shéridan também está envolvida em corrupção:

shéridan(não acredite em mim – O Globo)

O próximo da lista tucana é Jutahy Junior, do PSDB/BA, que recebeu módicos 500 mil reais de empreiteiras envolvidas la Lava Jato. Mais do que isso, ele foi à justiça como testemunha de defesa de um empresário, com medo de que ele realize a famosa delação premiada (não acredite em mim – Estadão).

Já Nilson Leitão, do PSDB/MT é um ávido defensor da justiça. E não é por acaso…

{{não acredite em mim - Olhar Jurídico}}(não acredite em mim – Olhar Jurídico)

Próximo da lista é Paulo Abi-Ackel, filho de um ministro da ditadura (Ibrahim Abi-Ackel, por sinal acusado de contrabando de pedras preciosas, segundo a biografia oficial por uma prisão de malotes de cocaína que pertenciam à Globonão acredite em mim), recebeu módicos 200 mil reais da Andrade Gutierrez, totalizando mais de 400 mil reais de empreiteiras ligadas à Lava Jato. Seu nome aparece na mais recente lista da Odebrecht.

abi

  • Jerônimo Goergen (PP-RS)

Recebeu apenas 100 mil reais de empreiteiras ligadas à Lava Jato. Dele não vamos falar muito, porque dá dó.

jeronimo

  • Júlio Lopes (PP-RJ)

Sujeito do bem. Ligado a coisas boas da vida…

julio1julio2

  • Marcos Montes (PSD-MG)

Favorável ao impeachment, Marcos recebeu 100 mil reais de empreiteiras ligadas à Lava Jato. Como isso ainda diz pouco, há muitos nas sertanias, há também um grampo no qual ele fala sobre loteamento de cargos (não acredite em mim – Carta Capital)…

  • Danilo Forte (PSB-CE)

Favorável ao impeachment, fez dobradinha: 100 mil reais da Camargo Corrêa e 50 mil reais da Queiroz Galvão. Achou que era pouco, pegou outros 250 mil reais da Queiroz Galvão e fechou com apenas 400 mil reais de empreiteiras da Lava Jato. Está sendo investigado pela Polícia Federal, conforme matéria do Estadão (não acredite em mim).

  • Tadeu Alencar (PSB-PE)

Tem contrato assinado junto do falecido Eduardo Campos, questionado pela Polícia Federal (não acredite em mim).

  • Bebeto (PSB-BA)

Em tese não recebeu doações das empresas da Lava Jato. Em tese. Na prática…

beto

… Na prática recebeu da empresa Brasken, a mesma que está presente na lista de distribuição da Odebrecht, recém divulgada pelo blog do Fernando Rodrigues, no UOL.

  • Benito Gama (PTB-BA)

Réu no Supremo Tribunal Federal, Benito é autor da pérola: “Roberto Jefferson é o maior líder do PTB”, partido criado sob orientação de ninguém menos que Getúlio Vargas (não acredite em mim). Roberto Jefferson foi condenado por corrupção e cassado na Câmara por não provar que o mensalão existiu (ei, não é minha opinião, é o resultado do processo –não acredite em mim)

  • Luiz Carlos Busato (PTB-RS)

Sua secretaria foi alvo de investigação e condenações de servidores, em caso de corrupção no governo Tarso Genro. Ele não foi afastado da secretaria, apesar do esquema ocorrer sob seu nariz (não acredite em mim – Brasil247), na operação Kilowatt.

  • Rodrigo Maia (DEM-RJ)

Velho conhecido do STF, foi citado como beneficiário de esquema de corrupção do então governador Arruda. Recebeu doações do BMG (banco envolvido no mensalão petista e no mensalão tucano) para se eleger em 2014, no valor de 550 mil reais. Achou pouco. Pegou outros 300 mil reais da UTC, empreiteira envolvida na Lava Jato (não acredite em mim).

  • Mendonça Filho (DEM-PE)

Gente boníssima. Quis indicar um sujeito acusado de dois homicídios para a comissão de segurança pública e combate ao crime organizado em 2014; quando a história vazou, desistiu (não acredite em mim – Congresso em Foco). Já foi preso por fazer carreata em dia de eleição, prática proibida por lei.  Na Operação Castelo de Areia foi achado um documento que indicava 100 mil reais a ele, que admitiu ter recebido três vezes esse valor, embora tenha dito que eram doações legais (é mó legal receber 300 mil, isso lá é verdade).

  • Elmar Nascimento (DEM-BA)

Recebeu 1580 reais da UTC, empreiteira envolvida na Lava Jato. Valor irrisório, apenas para não ficar de fora da brincadeira. Ajudou Eduardo Cunha a atrasar o processo no Conselho de Ética da casa, mostrando como é, de fato, contra a corrupção (dos outros).

  • Flavio Nogueira (PDT-PI)

flavio-n

  • Fernando Francischini (SD-PR)

Acusado de ser um dos vazadores oficiais da Lava Jato, o ex-delegado, esqueceu de divulgar o nome dele mesmo (não acredite em mim). Numa clara demonstração de que não pensa só em si. Risos.

  • Paulinho da Força (SD-SP)

O sindicalista – que sabe fazer um bundalelê como ninguém – já foi citado em diversos casos de corrupção. O mais recente deles, a lista da Odebrecht divulgada e depois escondida, pelo blog do Fernando Rodrigues, na folha.

  • Eros Biondini (Pros-MG)

Ex-secretário do governo Anastasia, pego em escândalo de notas frias para justificar gastos públicos.

eros

 

(não acredite em mim – Estado de Minas)

Bolsonaro e Feliciano

Dispensam apresentação e dispensam comentários. Falam por si. Vale a pena lembrar o que disse a mãe do Bolsonaro sobre o filhote (de cruz credo) “Ele não era de falar besteiras, não” (não acredite em mim). Tadica, ser mãe do Bolsonaro não deve ser fácil… O cara já disse que estuprar é questão de mérito (“você não merece ser estuprada”não acredite em mim), entre tantas outras asneiras…

Feliciano conseguiu culpar a França pelos atentados que lá ocorreram. Política externa? Não, IMORALIDADE, foi o fator que gerou um atentado, nas palavras do nobre deputado (não acredite em mim). Isso sem falar naquele 1 milhão que ainda carece de explicação (não acredite em mim)…

  • Jhonatan de Jesus (PRB-RR)

Recebeu 10 mil reais da Queiroz Galvão e teve as contas eleitorais de 2010 reprovadas no TRE (não acredite em mim).

  • Marcelo Squassoni (PRB-SP)

Recebeu dinheiro da Queiroz Galvão, valor irrisório de 290 reais, apenas para entrar no grupinho. Estava no caso MSI/Corinthians, foi indiciado por corrupção ativa, por oferecer 1 milhão de reais a Romeu Tuma Jr (não acredite em mim – Folha de SP)

  • Evair de Melo (PV-ES)

É alvo de representação movida pelo Ministério Público Eleitoral por conduta vedada a agente público. De acordo com a denúncia, o parlamentar teria realizado campanha eleitoral em sala de aula do Instituto Federal do Espírito Santo (IFES).  Votou pela continuidade do financiamento privado de campanha, principal entrada da corrupção nos últimos escândalos midiáticos.

  • Alex Manente (PPS-SP)

É alvo de inquérito que apura a prática de crimes eleitorais e de ação por improbidade administrativa e dano ao erário movida pelo Ministério Público. Recebeu 30 mil reais da Brasken, empresa citada em um dos documentos que vazaram da recente lista da Odebrecht e outros 400 reais da OAS.

  • Marcelo Aro (PHS-MG)

Não é piada, mas devia ser. É diretor de ética e transparência da CBF. Recebeu 50 mil reais da MRV engenharia, uma das raras empreiteiras que não foram pegas na Lava Jato. A MRV foi pega apenas por trabalho escravo mesmo (não acredite em mim – Sakamoto).

Os indecisos

  • Fernando Bezerra Coelho Filho (PSB-PE)

Outro indeciso, outro com suspeitas de corrupção. Aqui ele é acusado de ser beneficiário de emendas vindas… do seu próprio pai (não acredite em mim). O pai, aliás, é atualmente senador e alvo de investigação autorizada pelo STF (não acredite em mim – G1).

  • Maurício Quintella Lessa (PR-AL)

Deputado ainda em dúvida sobre o impeachment, ele é autor de um projeto de lei bastante… singular.

 

 

 

{{não acredite em mim - O Popular}}

 

(não acredite em mim – O Popular)

 

 

Zenaide Maia (PR-RN)

Oficialmente indecisa, a deputada participou de seminário do PSDB junto de líderes do movimento que quer derrubar Dilma (não acredite em mim – Tribuna do Norte). É irmã do deputado João Maia (que ia receber uma bela maleta com 100 mil reais, mas que não recebeu porque a mala foi… roubada – não acredite em mim) e esposa do Jaime Calado, um prefeito no RN, que, dizem, usou patrimônio público para se promover, como auto-presente de aniversário (não acredite em mim).

  • Júlio César (PSD-PI)

Outro que oficialmente se diz indeciso. Outro que foi citado em delações… Desta feita, pelo próprio Yousseff (não acredite em mim – Assembleia Legislativa do Piauí).

  • Rogério Rosso (PSD-DF)

Rogério Rosso foi governador do Distrito Federal num mandato-tampão, após a queda de José Roberto Arruda. É cria de Joaquim Roriz (aquela, cuja esposa virou piada no youtube por conta de um debate presidencial) e que foi acusado  pelo Gurgel, então Procurador Geral da República, de continuar a corrupção de Arruda (não acredite em mim).

  • Leonardo Picciani (PMDB-RJ)

Oficialmente ainda não se posicionou sobre o impeachment, ainda que seja do PMDB do Rio de Janeiro, fez oposição a Temer e Cunha na Câmara. Também lucraria com o final da Lava Jato, recebeu doações da OAS e da Queiroz Galvão, duas das empreiteiras envolvidas no esquema investigado pela república de Curitiba

oas-leoqueiroz-leo

  • Jovair Arantes (PTB-GO)

Investigado pelo ministério público por improbidade administrativa enquanto era do INSS, em Goiás. É cotado, segundo a folha de São Paulo, para substituir Cunha, caso este tenha que renunciar à presidência da Câmara. Faz parte da bancada da CBF, na câmara.

 

 

 

 

{{não acredite em mim - Diário da Manhã}}

 

 

 

 

(não acredite em mim – Diário da Manhã)