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Vamos conversar sobre corrupção, Aécio?

Quando questionado sobre corrupção, candidato do PSDB se vitimiza, finge indignação e se descontrola. É o jeito tucano de fugir do debate
por Vagner Freitas, presidente Nacional da CUT publicado 17/10/2014 08h51, última modificação 17/10/2014 11h51
Quando questionado sobre corrupção, candidato do PSDB se vitimiza, finge indignação e se descontrola. É o jeito tucano de fugir do debate
Aécio

Aécio responde com ataques e vitimização quando confrontado com casos de corrupção

Nos últimos dias, Aécio Neves vestiu o figurino que Marina Silva adotou no primeiro turno das eleições presidenciais. Ao mesmo tempo em que desrespeita e insulta a presidenta Dilma e os petistas, dá entrevistas se vitimizando, dizendo que sofre ataques e que a campanha do PT está abordando questões pessoais da família dele. Questões pessoais para o candidato é o nepotismo descarado que ele praticou quando governou Minas Gerais, contratando vários parentes, entre eles a irmã Andrea Neves da Cunha, que foi diretora-presidente do Serviço de Assistência Social de MG (Servas), genro do padrasto, tios, primos e primas.

Quando Dilma questionou Aécio sobre essa imoralidade na gestão da coisa pública – no debate da TV Bandeirantes –, o tucano se descontrolou e ofendeu a presidenta. Disse que ela era leviana. Mais respeito, candidato! Leviandade é impedir que o Brasil inteiro saiba o que o senhor fez em Minas Gerais e impediu que a mídia local divulgasse.

A tática tucana é a da hipocrisia, a de fingir indignação para desviar a atenção do povo das práticas antidemocráticas, imperialistas e imorais que adotam quando estão no governo. A corrupção tucana é um dos temas que eles tratam exaustivamente, mas sempre do jeito deles. Fazem parecer que corrupção é uma invenção do PT e não um problema institucional que existe há mais de 500 anos e nunca foi combatido antes de Lula e Dilma. O combate à corrupção nos governos Lula e Dilma é tratado por eles e pela mídia amiga como corrupção de petistas e não como uma ação eficiente do governo contra corruptos e corruptores, independentemente da filiação.

O fato incontestável é que os casos de corrupção no Brasil só começaram a aparecer e ser divulgados a partir de 2003, quando Lula determinou investigação e punição exemplar, ao contrário do que ocorria no governo FHC, de toda e qualquer denúncia, inclusive por meio de CPIs no Congresso. Lula enfrentou várias CPIs e eles nunca conseguiram comprovar um malfeito sequer. Já os tucanos, não deixam que nenhuma CPI seja aberta, não permitem que o Ministério Público investigue e só nomeiam procuradores que engavetam as denúncias contra eles e sua turma. Nos governos Aécio (MG) e Alckmin (SP) nenhuma CPI foi aberta em mais de 20 anos.

Para enfrentar a corrupção, Lula e Dilma criaram a Controladoria Geral da União (CGU), o Cadastro de Empresas Inidôneas (CEIS) e o Portal da Transparência; regulamentaram o pregão eletrônico, e aprovaram a Lei de Acesso à Informação. Além disso, Dilma sancionou a lei que define a figura do corruptor e responsabiliza e pune pessoas jurídicas por atos contra a administração pública. Mais importante ainda foi a liberdade dada aos órgãos de fiscalização e controle. Segundo a CGU, essa liberdade foi fundamental para punir 4.421 servidores corruptos com demissão, destituição ou cassação de aposentadorias. Mais de 3.700 empresas privadas foram punidas por desvios.

Então, fica o convite: vamos conversar sobre corrupção, Aécio?