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Publicado em 24/01/2012
Químicos de São Paulo iniciam série de protestos contra proibição de sacolinhas plásticas
Segundo os sindicalistas, outras manifestações serão organizadas (Foto: Eduardo Oliveira/Sind. Químicos SP)
O Sindicato dos Químicos e Plásticos de São Paulo organizou protesto na manhã desta terça-feira (24) contra a proibição do uso das sacolinhas plásticas no comércio paulista, que entra em vigor nesta quarta-feira (25). A medida é fruto de um acordo entre o prefeito Gilberto Kassab (PSD), o governador Geraldo Alckmin (PSDB) e a Associação Paulista de Supermercados (Apas). Com isso, as sacolas deixarão de ser gratuitas, e supermercados passarão a cobrar por sacolas ecológicas. Os sindicalistas afirmam que o acordo favorece o lucro das empresas, em vez do meio ambiente.
Cerca de 1,5 mil pessoas compareceram à manifestação, segundo a entidade. O ato foi realizado em frente à loja de uma rede de supermercados. De acordo com Lourival Batista Pereira, coordenador da Secretaria de Saúde e Meio Ambiente da entidade, outras manifestações devem acontecer semanalmente em outros locais. O impacto dos protestos deverá ser sentido nas próximas semanas. "A proibição começa amanhã e já estamos recebendo denúncias de consumidores", disse. Os lojistas, que cobram o preço das sacolas embutido nas mercadorias, se recusam a extrair o preço dos produtos ou ressarcir o valor aos consumidores, mesmo após a medida.
Consumidor
A viabilidade da proibição também é colocada em questão. O Instituto Nacional de Defesa do Consumidor (Idecon) questiona os efeitos diretos para o consumidor, logo no ato das compras. No caso da recusa do cliente em adquirir as sacolinhas ecológicas, a responsabilidade de comportar as mercadorias para o transporte seria do estabelecimento, segundo Reginaldo Sena, presidente do Idecon. Um movimento está sendo organizado na cidade de Guarulhos, na Grande São Paulo, para testar os procedimentos dos supermercados quanto à nova medida.










