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Publicado em 04/02/2010

Moto na água e um retrato das enchentes em São Paulo

Moto na água e um retrato das enchentes em São Paulo

O porteiro Edilson José da Silva perdeu o dia de trabalho e teve de pagar o conserto da moto (Foto: Lucas Duarte Souza)

Há 44 dias, São Paulo (SP) assiste a cenas parecidas. Nesta quinta-feira (4), mais da metade dos 30 pontos de alagamentos constatados pelo Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) da prefeitura não permitia o tráfego de veículos.

A elevação das águas não escolhia bairros. No Ipiranga, na região do Aricanduva, nas zonas norte e oeste, no extremo leste ou sul. Sobretudo quem precisa se deslocar nas proximidades das marginais nunca sabe se vai conseguir honrar seus compromissos.

Na quarta-feira (3), a imprevisibilidade atingiu também as estações de metrô, lotadas e sem condições de operação. Carros e motos tentavam atravessar avenidas convertidas em rios.

Nas cenas flagradas na avenida Cruzeiro do Sul, zona norte, dois motoqueiros com água na altura dos joelhos tentavam em vão vencer a força das águas.

Edilson José da Silva saiu de casa na zona leste rumo ao prédio onde trabalha como porteiro na zona norte. De moto, conseguiu desviar de alguns pontos de alagamentos pelo caminho, mas parou na esquina das avenidas Cruzeiro do Sul e Zaki Narchi, no bairro de Santana.

"Ninguém passava daquele lugar, eu tentei e a água cobriu o motor da moto", lamentou.

Edilson decidiu deixar o veículo quebrado em um estacionamento, até poder voltar para consertá-la. "Eu tinha R$ 8 para pegar o metrô e um ônibus para voltar para casa; demorei duas horas para chegar", relata. "Ainda fiquei envergonhado de andar de metrô com a minha capa molhada, todo mundo olhando", desabafa.

Foto: Lucas Duarte Souza

O porteiro ainda teve tempo para ser solidário: "Tinha uma mulher chorando desesperada com água entrando no carro. O carro estava ligado, mas ela não conseguia sair do lugar. Ajudei a moça a estacionar em um lugar seco".

Também sobre duas rodas estava Wilfen Tony. Motorista de uma empresa de alarmes, ele usa a moto para ir ao trabalho. "Todos os dias eu enfrento alagamentos para voltar para casa", resigna-se. Morador da zona leste, ele garante que, por fazer sempre o mesmo caminho e conhecer todos os bueiros e bocas-de-lobo, não tem medo de tanta água.

"Fico preocupado com a minha mulher que está grávida e trabalha em um lugar que também alaga", diz Tony, que admite: quando está com o carro da empresa, não se arrisca a enfrentar os alagamentos.

Foto: Lucas Duarte Souza
Foto: Lucas Duarte Souza

 

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Comentários

Enchentes

Triste ver como está São Paulo, espero que o mofo dure até as próximas eleições, assim as pessoas de memória curta ainda se lembrem do governador e do prefeito.
Postado por Hernán em 15:41

Já está na hora de acordar...

Fui a São Paulo no último fim de semana. Confesso que fiquei preocupado com os semblantes dos paulistanos. Pareciam estar mais tristes que o costume. Pareciam estar cientes de que suas experiências tanto na economia como na política os derrotaram. Pareciam estar com a expressão daquele que já andou de trem e ainda anda,mas vê ao seu redor máquinas melhores e mais modernas. Acordem: ainda há tempo!
Postado por Jorge em 15:42

Já está na hora de acordar...

Interessante o comentário do Jorge. Visitei parentes na cidade e percebi a mesma coisa, porém acrescento a dificuldade que os paulistanos têm de aceitar que erraram ao apostar nos políticos atuais. São Paulo derrotou o PT, escorraçou a Marta e se dependesse dos paulistas o Lula não seria presidente. Deu como certo o caminho da direita, dos neo-liberais do PSDB e do DEM. Fez o único prefeito de capital do DEM e virou o "quartel general" dos conservadores.

Hoje sente mágoa, olhando meio de lado o excelente trabalho que o PT e o Lula estão fazendo no país, bem diferente da excrescência que estão fazendo em São Paulo, a cidade mais rica do país, agora com ares de Haiti.

O que os paulistanos não podem esquecer é que São Paulo é o berço do PT e de outros partidos populares. Foi aí que surgiram os principais movimentos sociais/sindicais, foi aí que nasceu e se fortaleceu a esquerda neste país. Foi São Paulo que "criou" o Lula. Frutos que todo o Brasil só tem a agradecer.

Uma minoria enraivecida não aceita essa realidade e tenta impor seu pensamento. Basta os paulistanos se levantarem e mostrarem o que sempre foram, e botar esses "vampiros" para correr.

Sampa continua sendo um orgulho para todos os brasileiros.
Postado por José Ruiz em 14:10

Já está na hora de acordar...

O povo paulista é extremamente direita, não pensa nos pobres...Lula venceu no estado do Rio de Janeiro com 79% dos votos em 2002 e 69% em 2006 no 2 turno e em São Paulo Alckimin venceu na capital e no estado (54 a 44%), em Minas Gerais, Lula teve 65% em 2006, chegando até a incriveis 88% dos votos no Amazonas...o legal é que o Lula governou por 8 anos contra a vontade do povo paulista e pela ampla maioria de quase todos os outros estados...Pena que esse governo espetacular esteja acabando com 80% de aprovação popular no 8º ano, respeitado no exterior, trouxe a Copa, Olimpiadas, Minha Casa Minha Vida, universidade para todos com o Pro Uni,criação de várias escolas tecnicas e vários programas sociais, nao vendeu o patrimônio publico como a Vale por um preço baixissimo, saiu do dolar a 4,00 que bateu seu recorde no ultimo mes do governo FHC, que fez o fator previdenciario, chamou o aposentado de vagabundo e aumentou o tempo para um aprovado em concurso publico ganhar a estabilidade de 2 para 3 anos...
http://g1.globo.com/[…]/0,,PRD0-6286,00.html
Postado por Romário 1002 Gols em 14:05

Já está na hora de acordar...

ei algem diz pro lula que essa cidado tá uma porcaria, e pergunta pra ele se ele nao tem vergonha de ver um estado que ele manda desse geito
Postado por keiko marianna em 14:10
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