Publicado em 14/12/2009
Clima de conferência
Por: Anselmo Massad, de Brasília
A abertura do credenciamento da primeira Conferência Nacional de Comunicação (Confecom) ocorreu às 14h desta segunda-feira (14). As instalações foram liberadas apenas às 15h, sem acesso à internet disponível e com uma sala de imprensa equipada somente com cinco computadores.
Outra sala, mais ampla, para veículos oficiais, permanecerá fechada no dia da abertura, por "motivos de segurança". O presidente vai usar uma entrada – ou saída – que passa perto demais da sala destinada aos jornalistas de rádios e TVs públicas e estatais.
A conexão sem fio foi configurada há poucos instantes, a partir do computador portátil da reportagem da Rede Brasil Atual, cedido para testes. É um aparelho para uma área de 54 mil metros quadrados – embora não esteja claro ainda quanto desses mais de cinco campos de futebol serão efetivamente usados pelos 1,6 mil delegados e 300 jornalistas.
No quesito comunicação, a estrutura para Confecom ainda vai ser testada plenamente. A expectativa é de que todas as plenárias sejam televisionadas pela rede da Empresa Brasileira de Comunicação (EBC).
A cor do credenciamento
Jornalistas de veículos comunitários possuem crachás cinzas. Outros profissionais de comunicação, sejam oficiais (público e estatal), sejam da mídia convencional ou veículos alternativos, recebem crachás brancos. Os primeiros têm um selo específico, para poder acessar a "sala VIP" da imprensa – a que ainda está fechada.
A equipe de apoio é a turma do crachá verde claro, enquanto os indicados públicos carregam suas cartelas verde-escuras. Delegados do poder público tem tarjetas amarelas, enquanto observadores e convidados têm sinalização laranja-claro.
Restam os delegados da sociedade civil. Os de movimentos sociais (40% do total) usam crachás vermelhos. Os empresários (outros 40%), carregam cartões azuis no pescoço.
Ninguém ainda arriscou atribuir significados à escolha das cores. Outra diferença é de vestimenta. Enquanto os representantes de movimentos sociais, sindicais e ONGs desfilam de camisetas, regatas e vestidos de malha, a maioria de representantes de empresas usam terno e gravata, vestidos longos – há quem tenha vindo para um evento de gala.
O fato é que, durante os GTs, quando a disputa política deve ocorrer com mais vigor, jornalista não entra, prometem os organizadores.









