Você está aqui: Página Inicial / Ambiente / 2017 / 09 / Incêndio que já dura três dias ameaça Serra da Bocaina

Mata Atlântica

Incêndio que já dura três dias ameaça Serra da Bocaina

Voluntários trabalham para tentar debelar as chamas e helicóptero do Corpo de Bombeiros, aparentemente, não é suficiente. "Os voluntários dizem que ainda há muito fogo por lá”, diz Luiza Almeida, da associação de moradores
por Redação RBA publicado 21/09/2017 18h30
Voluntários trabalham para tentar debelar as chamas e helicóptero do Corpo de Bombeiros, aparentemente, não é suficiente. "Os voluntários dizem que ainda há muito fogo por lá”, diz Luiza Almeida, da associação de moradores
Norman Sharp (por drone)
Bocaina incêndio

“Precisamos de qualquer força para impedir que o fogo se alastre e prejudique um dos principais biomas do Brasil", diz Charles Gavin

São Paulo – Um incêndio atinge há três dias a Serra da Bocaina, na região de Bananal, na divisa entre os estados do Rio de Janeiro e São Paulo, no Vale do Paraíba (SP). Não há informações sobre a origem do fogo. O clima seco pode ter provocado combustão espontânea, mas moradores e voluntários que trabalham no local relataram ter encontrado mais de um foco de incêndio.

Segundo Luiza Almeida, da Associação dos Moradores do Vale da Bocaina (Amovale), um helicóptero Águia do Corpo de Bombeiros sobrevoou a região por duas ou três vezes, mas, aparentemente, a capacidade de debelar as chamas com a água jogada pela aeronave é muito pequena. “Ainda não há perspectiva de o fogo acabar. Os voluntários dizem que ainda há muito fogo por lá”, diz Luiza.

Em sua página no Facebook, o músico Charles Gavin (ex-Titãs) pediu ajuda para o combate ao fogo. “A Bocaina, uma joia entre os estados do Rio de Janeiro e de São Paulo, está em chamas. Um incêndio segue se alastrando há dias, com labaredas de 30 a 40 metros, que passam por cima de rios e seguem consumindo a fauna e a flora local”, conta o músico. “Precisamos de toda e qualquer força para impedir que o fogo se alastre e prejudique ainda mais um dos principais biomas do Brasil.”

Cerca de 30 pessoas, entre funcionários, Defesa Civil, Prefeitura de Bananal e voluntários, trabalham no combate ao fogo, conta o músico. “O esforço está concentrado em evitar que o incêndio se alastre para dentro do território da Unidade de Conservação.”

Na região, a Estação Ecológica de Bananal “protege uma importante área remanescente de Mata Atlântica”, lembra Gavin. Nela, há um alto grau de endemismo. “Ou seja, possui espécies da fauna e flora que só ocorrem naquela região."