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Governo cogita reduzir florestas na Amazônia, sem consultar ministério

Projeto de lei prevê reduzir em 35% as áreas das unidades de conservação, demarcadas por decretos da ex-presidenta da Dilma Rousseff
por GGN publicado 10/02/2017 09h56, última modificação 10/02/2017 10h25
Projeto de lei prevê reduzir em 35% as áreas das unidades de conservação, demarcadas por decretos da ex-presidenta da Dilma Rousseff
EBC/TV BRASIL
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Áreas protegidas seriam reduzidas de 2,697 milhões de hectares para 1,772 milhão de hectares

GGN - Um projeto de lei do governo federal pretende reduzir em 35% as áreas das unidades de conservação, demarcadas por decretos da ex-presidenta da Dilma Rousseff. O Ministério do Meio Ambiente não foi ouvido na elaboração do projeto, apesar de já estar detalhado o recorte em quatro florestas protegidas e a extinção de uma outra unidade.

O texto do projeto foi entregue na última terça-feira (7) por parlamentares amazonenses para Eliseu Padilha, ministro da Casa Civil. Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, as áreas protegidas seriam reduzidas de 2,697 milhões de hectares para 1,772 milhão de hectares.

O projeto abre espaço para exploração na região sul do Amazonas, na fronteira com o Mato Grosso e Rondônia. De acordo com a Casa Civil, o texto ainda será analisado para ser enviado ao Congresso como uma proposta do próprio governo.

Ainda segundo o Estadão, o Ministério do Meio Ambiente disse que "ainda não foi convidado para reuniões", e, em nota, explicou que qualquer alteração de área em unidades de conservação depende de análise técnica do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio)".

Os decretos de Dilma foram assinados em seu último dia de mandato, e parlamentares do Amazonas pressionam para o cancelamento das unidades de preservação. Eles reclamam que as unidades, que formam um cinturão que tenta impedir o desmatamento, a extração ilegal de madeira e grilagem de terras, causaram a paralisação de investimentos do agronegócio e da indústria na região.