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livre de veneno

Cooperativa do MST se torna mantenedora de sementes agroecológicas

A partir de 2018, a cooperativa estará apta a produzir suas próprias sementes em sistema de produção orgânico e agroecológico
por Redação RBA publicado 09/08/2016 14h25, última modificação 09/08/2016 14h29
A partir de 2018, a cooperativa estará apta a produzir suas próprias sementes em sistema de produção orgânico e agroecológico
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Cooperativa do MST, Conaterra obtém direito de ser mantenedora de sete variedades de hortaliças

São Paulo - A Cooperativa Agroecológica Nacional Terra e Vida (Conaterra) – do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) –, responsável pela marca Bionatur, será a mantenedora de sete variedades de hortaliças: repolho louco de verão, couve manteiga da Geórgia, BRS tortéi, rúcula cultivada, moranga de mesa, abobrinha de tronco redonda e abobrinha de tronco caserta. A decisão foi aprovada na última semana pelo Registro Nacional de Cultivares do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

A partir de 2018, a cooperativa poderá produzir suas próprias sementes desses sete cultivares, que depois darão origem as sementes comerciais da Bionatur. “Trata-se de um importante passo para alcançar a autonomia na produção de sementes de geração superiores, considerando o prazo estabelecido pelo Ministério da Agricultura, que se encerra a partir da safra 2018/2019, para utilização de sementes de categoria S2”, explica a agrônoma Patrícia Martins.

Para ela, além de romper com a dependência da aquisição das sementes junto a outras empresas, a Bionatur agora planeja completar o ciclo de produção das sementes em sistemas de produção orgânicos e agroecológicos, com o objetivo de atender à demanda dos consumidores de sementes livres de venenos.

Segundo o coordenador da Conaterra, Alcemar Adílio, há cerca de dois anos a cooperativa trabalhava em pesquisas e experimentos para alcançar a condição de mantenedora, conquista importante por se tratar de sementes que geram alimentos saudáveis e estão no cardápio da maioria das famílias brasileiras. “Esse novo passo garante, junto a outros fatores, nossa permanência na produção de sementes, o que vai minimizar a dependência de terceiros. Enquanto Bionatur nosso intuito é, até o final deste ano, registrar pelo menos cinco outras variedades”, explica Adílio.

Fundada em 1997, a Rede Bionatur produz 55 variedades de sementes agroecológicas nos estados do Rio Grande do Sul e Minas Gerais. Sua produção é feita por mais de 200 famílias e distribuída para todos os estados do Brasil. A Bionatur produz também cerca de 100 variedades de sementes crioulas, 33 tipos de grãos, 15 de forrageiras e 12 de flores.

Com sede em Candiota, no Rio Grande do Sul, a cooperativa tem a meta de aumentar a produção de quatro para oito toneladas de hortaliças na próxima safra de verão. Para forrageiras, a estimativa é crescer das atuais 40 toneladas para 70.

Com informações do MST

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