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No mundo, 60 milhões de pessoas sofrem com falta de alimentos devido ao El Niño

Segundo a ONU, a Etiópia é o país mais afetado, onde 7 milhões de pessoas precisam de água e 10,2 milhões de alimentos. No leste e no sul da África, 1 milhão de crianças estão desnutridas
por Redação da RBA publicado 26/04/2016 16h39
Segundo a ONU, a Etiópia é o país mais afetado, onde 7 milhões de pessoas precisam de água e 10,2 milhões de alimentos. No leste e no sul da África, 1 milhão de crianças estão desnutridas
OMM/Guillaume Louÿs
África

Etiópia vive a pior seca dos últimos 50 anos. Ao todo 10,2 milhões de pessoas precisam de alimentos

São Paulo – Pelo menos 60 milhões de pessoas em todo o mundo estão sofrendo com os efeitos do fenômeno climático El Niño, que aquece as águas do Oceano Pacífico e altera os índices pluviométricos de diversas regiões do globo. Desde que se estabeleceu, em maio de 2015, o fenômeno já foi considerado o mais forte dos últimos 18 anos.

O subsecretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) para Assuntos Humanitários, Stephen O'Brien, fez um apelo hoje (26) para que os serviços de assistência social nas comunidades impactadas seja reforçado. Ele afirmou que vários países já estão atingindo seus limites para atender aos afetados.

No Leste e no Sul da África, pelo menos 1 milhão de crianças estão severamente desnutridas. Só no sul do continente, 32 milhões de pessoas foram afetadas pelo El Niño, segundo dados reunidos pela ONU.

A Etiópia é o país mais afetado, onde 7 milhões de pessoas precisam receber água com urgência e 10,2 milhões, alimentos, devido à pior seca já registrada no país nos últimos 50 anos. Outras milhões de pessoas necessitam de atendimento médico.

Na América Central, no Caribe e na porção da Ásia banhada pelo Pacífico, pelo menos 11 milhões de pessoas estão sem alimentos e 9,7 milhões sofrem danos causados pela seca. Ao todo, oito países já declararam estado nacional de emergência: El Salvador, Guatemala, Honduras, Lesoto, Malauí, Ilhas Marshall, Suazilândia e Zimbábue.

O subsecretário-geral da ONU avalia que combater os impactos do El Niño teria custo de pelo menos US$ 3,6 bilhões e que ainda faltam US$ 2,2 bilhões para que as agências humanitárias garantam fornecimento de comida, água potável, medicamentos e insumos agrícolas para evitar que os agricultores percam as próximas colheitas.

O'Brien lamentou que a "crise esteja recebendo pouca atenção, apesar do impacto de o El Niño ter criado um dos maiores desastres para milhões de pessoas no mundo". Ao fazer um apelo por apoio global, ele destacou que a assistência precisa aumentar antes que os "piores cenários possíveis tornem-se realidade".

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