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Entidades da sociedade civil lançam Agenda Brasil Sustentável para eleições deste ano

O objetivo é registrar todos os compromissos dos candidatos com o desenvolvimento sustentável para que durante os mandatos a sociedade possa avaliar se estão sendo cumpridos
por Redação RBA publicado 26/06/2014 14h05, última modificação 26/06/2014 14h16
O objetivo é registrar todos os compromissos dos candidatos com o desenvolvimento sustentável para que durante os mandatos a sociedade possa avaliar se estão sendo cumpridos
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Representantes das organizações que elaboraram a agenda defendem economia sustentável

São Paulo – Candidatos aos governos dos estados e à Presidência da República vão receber a Agenda Brasil Sustentável, elaborada por representantes de diversas organizações da sociedade civil, e lançada ontem (25) em São Paulo. Respeito aos limites do planeta, garantia de direitos com redução das desigualdades, integridade e transparência, economia para a sustentabilidade, reforma política, crescimento da democracia, valorização do trabalho e gestão pública são alguns dos aspectos tratados na agenda, que visa o compromisso dos políticos com o desenvolvimento sustentável do país.

A reportagem da Rádio Brasil Atual escutou alguns dos representantes das organizações que elaboraram o texto. Oded Grajew, integrante da ONG Rede Nossa São Paulo, explica que o objetivo é registrar todos os compromissos de campanhas políticas dos candidatos para que, depois das eleições, a sociedade possa avaliar se estão sendo cumpridos. "A agenda vai ser aperfeiçoada, vamos colher mais apoio e estará aberta para quem quiser da sociedade civil aderir", afirma.

Para Caio Magri, do Instituto Ethos, é necessário pautar um compromisso para uma economia sustentável. "O que significa que temos que ter mecanismos de indução que incentive as atividades econômicas sustentáveis". A distribuição de renda na capacidade da política tributária, fiscal e industrial é apontada como uma medida para alcançar o desenvolvimento sustentável.

Além disso, Magri avalia que o país precisa fortalecer mecanismos para a transparência das ações políticas. "Então, essa é uma questão central da gente, e a sociedade civil tem demandado e deixado muito claro que esse é um debate que vai ter que acontecer nessas eleições". Caio aponta que é preciso caminhar na mesma direção da Lei Ficha Limpa, que proíbe a candidatura de políticos que tenham sido condenados por órgão colegiado em processos criminais ou por improbidade administrativa.

De acordo com dados do Atlas Brasileiro de Desastres Naturais de 2012, 3781 municípios foram atingidos por inundações, enchentes e secas no país, e mais de 17 milhões de brasileiros foram afetados por eventos dessa natureza naquele ano. No ranking da universidade Yale, dos EUA, o Brasil está em 67º lugar em performance ambiental, em relação a qualidade do ar, mudanças climáticas, respeito a biodiversidade e florestas, entre outros outros parâmetros.

Apesar do país ter reduzido o desmatamento e emissões de gases do efeito estufa, ainda é um dos grandes emissores mundiais. "Então é necessário que a gente adote e tenha nosso tomadores de decisões, formuladores de políticas, assumindo compromisso para lidar com a questão de redução de emissões", afirma Carlos Rittl, secretário-executivo do Observatório do Clima, uma rede de ONGs de ambientalistas.

Além disso, Carlos considera que o Brasil precisa de políticas para conservação e gestão da biodiversidade terrestre, marinha e respeito a "sócio biodiversidade". 

Ouça a reportagem na Rádio Brasil Atual: