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Inundação

Cheia recorde do Rio Madeira deixa 1,3 mil desabrigados e ameaça isolar Acre

Elevação do nível das águas atinge maior nível da história, e Acre pode sofrer com desabastecimento de comida e medicamentos. Parte de Porto Velho está debaixo d'água
por Diego Sartorato, da RBA publicado 20/02/2014 13:04
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Elevação do nível das águas atinge maior nível da história, e Acre pode sofrer com desabastecimento de comida e medicamentos. Parte de Porto Velho está debaixo d'água
Joel Rosa/Eleven/Folhapress
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Em Porto Velho, bairros sofrem com inundações inéditas, atribuídas em parte a chuvas acima da média

São Paulo – O nível das águas do Rio Madeira segue subindo e causando graves problemas nos estados do Acre e de Rondônia, na região Norte do país. Até a manhã de hoje (20), 511 pessoas haviam sido removidas para o abrigo provisório montado no Parque de Exposições, em Rio Branco, e outras 850 foram retiradas de casa em Porto Velho e nos distritos de São Sebastião, Calama e Nazaré.

O governo do Acre segue em atenção redobrada para a possibilidade de que o estado fique sem ligações terrestres e pluviais com o restante do país. Ontem, a Polícia Rodoviária Federal e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) resolveram interditar parcialmente a BR-364, principal via de acesso ao Acre e que apresenta lâmina d'água de 60 centímetros sobre o asfalto.

Diversas rodovias na região também foram interditadas desde o dia 14 de fevereiro, quando chuvas fortes causaram a cheia do rio, e há perspectiva de que a água ultrapasse o limite de navegação das balsas que interligam os dois estados ainda hoje caso o ritmo de elevação  permaneça constante. Nesse caso, o estado poderia passar por desabastecimento de alimentos e remédios.

De acordo com previsões climáticas do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), o primeiro trimestre de 2014 deverá apresentar chuvas acima da média no Acre, norte de Rondônia e noroeste e norte de Mato Grosso, tendo impacto direto sobre as bacias do rios Madeira e Acre. Chuvas acima da média no Peru e na Bolívia, de onde vêm afluentes dos rios brasileiros, também agravam a situação.

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