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ONG acusa multinacionais de apoiar pecuária ilegal na Amazônia

Relatório do Greenpeace identifica que matéria-prima extraída do gado criado em áreas desmatadas irregulamente está na cadeia de fornecedores de grandes empresas. Setor no Brasil é responsável por 1 a cada 8 hectares desmatados no mundo
por Gilson Monteiro, Jornal Brasil Atual publicado 02/06/2009 12h37, última modificação 02/06/2009 12h40
Relatório do Greenpeace identifica que matéria-prima extraída do gado criado em áreas desmatadas irregulamente está na cadeia de fornecedores de grandes empresas. Setor no Brasil é responsável por 1 a cada 8 hectares desmatados no mundo

Relatório aponta ainda relação entre pecuária e trabalho escravo (Foto: Greenpeace)

Documento inédito divulgado na segunda-feira (1º) pelo Greenpeace traz uma análise detalhada de como marcas famosas de vários segmentos estão impulsionando a destruição da Amazônia. De acordo com o relatório, para dominar o mercado global, a indústria brasileira da pecuária tem avançado cada vez mais em direção às florestas e é ela a responsável por um em cada oito hectares destruídos no mundo.

Para André Muggiati, coordenador do Greenpeace, é surpreendente e ao mesmo tempo triste entender o funcionamento da devastação...

“O que chama mais atenção nesse nosso novo relatório é como o gado criado em áreas de desmatamento ilegal na Amazônia é processado por empresas brasileiras e vai parar em cadeias de suprimentos que fornecem para empresas de produtos conhecidos no mundo inteiro”, destaca.

O documento cita marcas de destaque internacional como Tiberland, Nike e Adidas, do setor de calçados, Toyota e Honda, do setor automobilístico e de artigos de luxo como Prada e Gucci.

De acordo com o coordenador do Greenpeace, os esforços para as emissões globais de desmatamento devem incluir mudanças no modo de produção pecuária. André Muggiati explica que um dos objetivos do relatório pressionar as empresas para que revejam a forma de atuação.

"Estamos demonstrando para essas empresas, que têm presença mundial, que elas também têm responsabilidade com relação a esse problema da destruição da Amazônia", explica. "A partir de agora, vamos passar a trabalhar com essas empresas, para que pressionem suas cadeias de suprimentos para que não estimulem mais a destruição da Amazônia”, descreve.

Além do desmatamento, o coordenador do Greenpeace ressalta outros problemas encontrados em fazendas que fornecem gado para o mercado mundial: a invasão de terra indígena e o trabalho escravo. Mais informações sobre o relatório podem ser acompanhadas na página eletrônica da organização.

Clique aqui para baixar a íntegra do relatório (PDF).

Confira o mapa das áreas monitoradas pelo relatório


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