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Mercado de carbono dobra em 2008; redução de emissões desacelera

Segundo relatório do Banco Mundial, foram comercializados créditos relativos a 4,8 bilhões de toneladas de emissões de dióxido de carbono, alta de 61% ante 2007
por Michael Szabo e Nina Chestney publicado 27/05/2009 10h34, última modificação 27/05/2009 16h25 © 2009 Thomson Reuters. All rights reserved. Reuters content is the intellectual property of Thomson Reuters or its third party content providers. Any copying, republication or redistribution of Reuters content, including by framing or similar means, is expressly prohibited without the prior written consent of Thomson Reuters. Thomson Reuters shall not be liable for any errors or delays in content, or for any actions taken in reliance thereon. "Reuters" and the Reuters Logo are trademarks of Thomson Reuters and its affiliated companies. For additional information on other Reuters media services please visit http://about.reuters.com/media/.
Segundo relatório do Banco Mundial, foram comercializados créditos relativos a 4,8 bilhões de toneladas de emissões de dióxido de carbono, alta de 61% ante 2007

Barcelona (Reuters) - O mercado global dos créditos para emissões de carbono dobrou de valor no ano passado, apesar da crise mundial no segundo semestre, mas o ritmo da redução das emissões diminuiu, disse o Banco Mundial nesta quarta-feira (27).

O mercado saltou de 63 bilhões de dólares em 2007 para 126 bilhões no ano passado, o que significa quase 12 vezes o valor de 2005, segundo relatório do Banco Mundial.
Foram comercializados créditos relativos a 4,8 bilhões de toneladas de emissões de dióxido de carbono, alta de 61% em relação ao ano anterior.

Mas a maior parte desse volume foi negociado no mercado secundário, o que significa uma troca entre companhias, com possibilidade de lucros, e não uma redução real das emissões de gases do efeito estufa.

Os cortes de emissões efetivamente feitos e vendidos por projetos de energia limpa com registro na ONU em países em desenvolvimento caíram 30% em 2008, ficando em 389 milhões de toneladas, ou 6,5 bilhões de dólares. Em 2007, o valor havia sido de 7,4 bilhões.

"A oferta continua sendo restringida por demoras regulatórias nos registros e distribuição, e a crise financeira tornou o financiamento de projetos extremamente difícil de obter", disse o relatório.

O lucrativo mercado secundário para essas reduções, habitado por empresas que buscam compensar suas emissões ou simplesmente lucrar com as alheias, mais do que quadruplicou, alcançando 1,07 bilhão de dólares.

O mecanismo de créditos de carbono da União Europeia cresceu 87% no ano passado, alcançando 92 bilhões de dólares, segundo o Banco Mundial.

 

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